Check-up cardiológico: o que é, quais exames entram e com que idade fazer
O check-up cardiológico é uma consulta com o cardiologista para descobrir como está o seu coração antes que ele dê algum sinal de problema. O médico conversa com você, examina, mede a pressão e, a partir do que encontra, decide quais exames fazem sentido no seu caso. Ninguém faz a mesma lista de exames: uma pessoa de 35 anos sem queixas e uma de 60 com diabetes precisam de coisas diferentes.
Conheça o Dr. Rafael Pimenta — Cardiologista em Maringá e Campo Mourão
O Dr. Rafael Pimenta é cardiologista, especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (CRM-PR 38676, RQE 26153). Atende em consultório particular na Clínica Longevuz, em Maringá e em Campo Mourão, com foco em prevenção e acompanhamento do coração. No próprio consultório ele faz o eletrocardiograma, então parte do check-up já sai no dia da consulta.
O que é o check-up cardiológico?
É uma avaliação de rotina do coração e dos vasos. Pense numa revisão de carro: você leva antes de quebrar, para achar o que está gastando e resolver cedo.
No check-up, o cardiologista procura os fatores de risco, que são as coisas que aumentam a chance de infarto e AVC: pressão alta, colesterol alto, açúcar alto no sangue, cigarro, excesso de peso, sedentarismo e casos de doença do coração na família. Muitos desses problemas não doem. A pessoa só descobre quando mede.
Por que fazer check-up do coração se eu não sinto nada?
Porque as doenças do coração costumam começar caladas. A pressão alta pode passar anos sem sintoma. O colesterol vai se acumulando nas artérias sem avisar. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, e boa parte delas pode ser evitada quando o risco é descoberto cedo.
Estar se sentindo bem não garante que o coração está em dia. Por isso o check-up é feito justamente por quem não tem queixa nenhuma.
Com que idade fazer o check-up cardiológico?
Não existe uma idade única. As diretrizes da American Heart Association (AHA) e do American College of Cardiology (ACC) recomendam começar a olhar os fatores de risco a partir dos 20 anos. Entre 40 e 75 anos, o médico passa a calcular o risco de ter infarto ou AVC nos próximos 10 anos, e esse número guia o que fazer.
Na prática, vale procurar o cardiologista mais cedo se você:
- tem pai, mãe ou irmão que teve infarto ou AVC antes dos 55 anos (homens) ou 65 anos (mulheres);
- tem pressão alta, colesterol alto ou diabetes;
- fuma ou já fumou;
- está acima do peso ou passa a maior parte do dia sentado;
- vai começar uma atividade física mais pesada depois de muito tempo parado;
- é mulher e entrou na menopausa, fase em que o risco do coração sobe.
De quanto em quanto tempo repetir o check-up?
Depende do resultado do primeiro. Quem tem risco baixo e exames normais costuma voltar em intervalos maiores. A AHA sugere reavaliar os fatores de risco a cada 4 a 6 anos nos adultos de risco baixo. Quem tem pressão alta, diabetes, colesterol alterado ou histórico na família precisa de acompanhamento mais próximo, e quem define o intervalo é o cardiologista, olhando o seu caso.
A pressão é a exceção: vale medir pelo menos uma vez por ano a partir dos 18 anos, mesmo sem nenhuma queixa.
Quais exames entram no check-up cardiológico?
O check-up tem uma base que quase todo mundo faz e uma parte que muda de pessoa para pessoa. A explicação de cada exame está no nosso guia dos 12 exames cardiológicos essenciais. Aqui vai o que costuma entrar em cada parte.
A base do check-up
- Consulta e exame físico: conversa sobre hábitos, sintomas e família, medida da pressão, do peso e da cintura, escuta do coração.
- Exames de sangue: colesterol total e frações (LDL, HDL), triglicerídeos, glicemia de jejum e hemoglobina glicada, e exames que mostram como estão os rins.
- Eletrocardiograma (ECG): registra a atividade elétrica do coração em poucos minutos, sem dor. É feito no próprio consultório do Dr. Rafael.
Exames que dependem do seu caso
Se a consulta ou a base mostrar alguma alteração, o cardiologista pode pedir outros exames, feitos em laboratório ou clínica de imagem. Os mais comuns são o ecocardiograma (ultrassom do coração), o teste ergométrico (teste na esteira), o MAPA de 24 horas (pressão medida ao longo do dia) e o Holter (ritmo do coração por 24 horas). O médico só pede um desses exames quando a consulta levanta uma dúvida que ele ajuda a responder.
Como é a consulta de check-up cardiológico?
A consulta começa por uma conversa longa. O médico pergunta o que você come, se dorme bem, se faz exercício, se fuma, quais remédios usa e quem na família teve problema de coração. Depois vem o exame físico e, se for o caso, o eletrocardiograma ali mesmo.
Com essas informações, o cardiologista calcula o seu risco e explica, em linguagem simples, o que encontrou e o que precisa ser investigado. Você sai sabendo quais exames vai fazer e por quê.
O que levar no dia do check-up?
- exames antigos de sangue, eletrocardiograma ou outros exames do coração, mesmo que tenham anos;
- a lista dos remédios que você toma, com a dose (ou as próprias caixas);
- o que você sabe sobre doenças do coração na família;
- medidas de pressão feitas em casa ou na farmácia, se tiver.
Sobre jejum: ele só é necessário para alguns exames de sangue, e o laboratório informa o preparo. Para a consulta em si, não precisa ir em jejum.
O que acontece depois dos exames?
Com os resultados em mãos, você volta ao cardiologista para entender o que eles mostram. Se tudo estiver bem, o plano é manter os hábitos e repetir a avaliação no intervalo combinado. Se aparecer algo, como colesterol alto ou pressão no limite, o médico monta um plano com mudanças de hábito e, quando precisa, remédio.
Boa parte da prevenção acontece fora do consultório: caminhar, comer melhor, parar de fumar, dormir bem. O check-up ajuda a saber qual dessas mudanças faz mais diferença no seu caso.
Check-up cardiológico em Maringá e Campo Mourão
O Dr. Rafael Pimenta faz check-up cardiovascular em atendimento particular na Clínica Longevuz, em Maringá e Campo Mourão. O agendamento é pelo WhatsApp.
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Conheça o Dr. Rafael Pimenta — Cardiologista em Maringá e Campo Mourão
Cardiologista especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, CRM-PR 38676 e RQE 26153. Atende exclusivamente no particular, sem convênios, na Clínica Longevuz de Maringá e de Campo Mourão. Trabalha com prevenção cardiovascular, hipertensão, colesterol, diabetes e avaliação de risco cirúrgico.
Formação e registro profissional do Dr. Rafael · Como funciona o check-up com ele
Perguntas frequentes sobre check-up cardiológico
Qual a diferença entre check-up cardiológico e check-up geral?
O check-up geral olha o corpo todo e costuma ser feito pelo clínico. O cardiológico é focado no coração e nos vasos: calcula o risco de infarto e AVC e investiga os fatores que aumentam esse risco.
Check-up cardiológico precisa de pedido médico?
Não. Você pode marcar direto a consulta com o cardiologista. É nela que ele decide quais exames pedir.
Quanto tempo demora o check-up cardiológico?
A consulta e o eletrocardiograma são feitos no mesmo dia. Os exames de sangue e os de imagem, quando pedidos, são marcados à parte, e o resultado é discutido no retorno.
Jovem precisa fazer check-up do coração?
A partir dos 20 anos já vale conhecer a pressão, o colesterol e a glicose. Quem tem histórico de doença do coração na família ou vai praticar esporte intenso deve conversar com o cardiologista mais cedo.
O eletrocardiograma sozinho já é um check-up?
Não. O eletrocardiograma é uma parte do check-up. Ele não mostra, por exemplo, colesterol alto nem entupimento leve das artérias. Por isso a avaliação junta consulta, exames de sangue e, quando preciso, outros exames.
Se meus exames deram normais, posso parar de me cuidar?
Exame normal hoje mostra que o risco está baixo agora. Manter os hábitos e repetir a avaliação no intervalo que o médico indicar é o que mantém o coração protegido.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Só o médico, depois de avaliar você, pode indicar exames e tratamento. Fontes: Sociedade Brasileira de Cardiologia (Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular); American Heart Association / American College of Cardiology (2019 Guideline on the Primary Prevention of Cardiovascular Disease); European Society of Cardiology (2021 Guidelines on Cardiovascular Disease Prevention in Clinical Practice).